12 de abril de 2021

5 cuidados para manter a região íntima feminina saudável durante o outono e inverno


O início do outono é acompanhado de uma série de mudanças no clima, incluindo a diminuição da temperatura e da umidade do ar, que podem causar alterações no organismo, afetando, por exemplo, a pele, os cabelos e a imunidade. E não para por aí, pois a saúde íntima feminina também é prejudicada devido às características comuns dessa época do ano. “O clima frio do outono e inverno favorece a proliferação de microrganismos nocivos à região genital, o que ainda é piorado por fatores como a queda da imunidade e a baixa ingestão de água, que nos tornam mais suscetíveis a infecções bacterianas, fúngicas e virais”, explica a Dra. Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU. Então, para evitar doenças e infecções genitais, é fundamental que as mulheres adotem cuidados específicos com a saúde íntima, que a especialista listou abaixo:


Higienize a região íntima - É comum que durante o outono e inverno, por suarmos e nos sujarmos menos, algumas pessoas não tomem banho diariamente. Porém, a higiene diária da região íntima é indispensável, principalmente nessa época do ano, para controlar a quantidade de fungos e bactérias causadores de corrimentos, coceiras e doenças do trato vaginal, como candidíase e vaginose. “Mas também não exagere, pois, em excesso, a higienização pode causar o ressecamento da região. Então, o ideal é realizar a limpeza apenas uma vez por dia, salvo em casos específicos, como após relações sexuais, para remover resíduos de lubrificante e evitar infecções urinárias, e fluxos menstruais, já que o sangue, além de alterar o pH da região, é um meio de cultura de bactérias”, destaca a médica. Mas, ao contrário do que muitas pensam, a higiene íntima deve ser realizada apenas na vulva. “A vagina não necessita de assepsia, pois, além de acumular menos sujidades, possui pH menos ácido, que, quando desequilibrado devido à higienização, favorece a proliferação de agentes patógenos.”


Mas tome cuidado com a maneira que você realiza a higienização – A vulva deve ser limpa apenas com os dedos, pois duchas, cotonetes e outros materiais podem provocar ferimentos na região. “Lenços umedecidos, duchas vaginais e sabonetes íntimos bactericidas também não devem ser utilizados, pois, enquanto os lenços podem provocar irritações, as duchas e sabonetes eliminam bactérias benéficas que são responsáveis pela manutenção da acidez do pH da vulva, que, se alterado, pode aumentar o risco de infecções”, diz a médica. No lugar, a Dra Eloisa recomenda utilizar sabonetes neutros, sem cor, sem perfume e ginecologicamente testados, que vão manter o pH vaginal equilibrado. “Além disso, dê preferência aos sabonetes líquidos, que não ficam expostos a bactérias que podem estar presentes no ar”, aconselha.


Beba bastante água - No frio, sentimos menos sede e, consequentemente, bebemos menos água. Porém, a água é fundamental para o bom funcionamento do organismo, visto que estimula a circulação de sangue e ajuda a prevenir a infecção urinária. “Então procure ingerir, no mínimo, dois litros de água por dia para permanecer hidratada e saudável. Durante o clima frio, uma boa dica é apostar nos chás, que, além de hidratar, também ajudam a aquecer”, diz a ginecologista.


Evite roupas apertadas - Com a chegada das estações mais frias, começamos a utilizar roupas mais robustas para manter o corpo quente, como calças abafadas. O problema é que essas peças de roupas são inimigas da boa saúde íntima. “Isso porque essas roupas abafam a região íntima e favorecem a proliferação de fungos e bactérias que podem causar infecções vaginais, como a candidíase”, alerta a especialista. “Por isso, evite usar calças muito apertadas com frequência e dê preferência aos tecidos mais leves e que permitem que o ar circule adequadamente. Se não for possível durante o dia, uma boa solução é usar peças mais leves na hora de dormir. Por exemplo, pijamas largos de algodão são uma boa substituição para o moletom.”


Opte por calcinhas de algodão - Pode não parecer, mas a escolha da calcinha é fundamental para garantir uma região íntima saudável, visto que a peça está em contato direto com o local. “Geralmente, opta-se por calcinhas de tecidos sintéticos, já que tendem a ser mais baratas. Porém, esse tipo de tecido pode ser prejudicial para a genitália feminina, pois abafa a região, aumentando a transpiração e a umidade do local, o que, além de causar desconforto, favorece a proliferação de microrganismos responsáveis pelas infecções vaginais”, explica a Dra. Eloisa. Por isso, dê preferência às calcinhas de algodão, tecido natural que permite que a região íntima respire adequadamente.


Por fim, caso você note algum tipo de alteração na região genital, incluindo irritação, coceira e corrimento com coloração ou odor estranho, o mais importante é que você consulte um ginecologista. “Apenas o médico especializado poderá realizar uma avaliação do quadro e dar um diagnóstico correto, assim indicando o melhor tratamento e as recomendações mais adequadas para lidar com cada caso”, finaliza a Dra. Eloisa Pinho.


FONTE: DRA. ELOISA PINHO - Ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela CETRUS. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria. 









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